Justiça da família vive momento especial em São Vicente

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Fonte: TJSP e DJE – http://bit.ly/2aetebV

TJSPApós completar 90 dias de funcionamento, a Casa da Família, iniciativa pioneira na Comarca de São Vicente, tem sido considerada um sucesso por magistrados, promotores, defensores públicos, funcionários e, principalmente, pela população que dela se beneficia.

“O objetivo da criação da Casa da Família e dos projetos que ela desenvolve é a transformação qualitativa das pessoas e do convívio familiar, promovendo a concientização para que possam resolver seus conflitos de forma construtiva e duradoura. Uma decisão judicial resolve um problema, mas não soluciona um conflito, não muda as pessoas. A mudança tem que vir pela iniciativa individual das partes,” afirma a juíza Vanessa Aufiero da Rocha, titular da 2ª Vara da Família e Sucessões e coordenadora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de São Vicente.

Na Casa da Família de São Vicente, funcionam as duas Varas da Família e Sucessões, um Centro de Conciliação e Mediação Familiar do Cejusc, o Serviço Psicossocial da Família, o Centro de Referência e Apoio à Vítima (Cravi), além de outros serviços, oriundos de projetos de parceria.

Os projetos implantados no local têm feito a diferença no encaminhamento e na solução dos conflitos existentes no seio das famílias que ali se socorrem. Em todos eles, o trabalho de voluntários sem vínculo direto com o Tribunal é fundamental. A seguir, uma breve definição de cada um:

Oficina de Pais e Filhos – Programa que consiste em único encontro voltado às famílias que enfrentam a separação, com o objetivo de criar um espaço de acolhida, reflexão e orientação para ajudar na superação das dificuldades inerentes a essa sensível fase.

Construindo a Paz – Fruto de parceria entre o Tribunal e o Instituto Anástasis, destina-se a descontruir a violência de que se valem alguns pais em detrimento de seus filhos e de idosos, trabalhando a autoestima e o empoderamento.

Construindo a Paz – Gênero – Círculo de diálogos entre homens e mulheres envolvidos em situação de violência, que visam descontruirpadrões de conduta.

Clínica de Casais – Fruto de parceria entre o Tribunal e o Centro de Direitos Humanos da Baixada Santista Irmã Dolores (CDHBS-IMD), consistem em reuniões com casais que enfrentam problemas conjugais com o intuito de evitar separações ou melhorar o relacionamento conjugal.

Círculo de Harmonização Familiar – Reuniões que envolvem todos os membros da família e, por meio de perguntas, dinâmicas e reflexões, encontram-se novas formas de comunicação e solução de conflitos, pautadas pelo respeito às diferenças, empatia e diálogo.

Programa Pai Presente – O projeto visa estimular as mães a identificarem os pais de seus filhos, viabilizando o registro paterno. O juiz Guilherme da Costa Manso de Vasconcelos, titular da 1ª Vara da Família e Sucessões de São Vicente, esclarece que o projeto Pai Presente já existe, no âmbito do CNJ. “Muitas mães não indicam o suposto pai, pois não é obrigatório. Aqui em São Vicente, são dezenas de casos por mês. Por isso, em conjunto com o Cartório de Registro Civil da cidade, foi elaborado um conjunto de ações para combater essa situação,” explica o magistrado.

A melhor forma de constatar o sucesso da Casa da Família é verificar o que dizem a respeito dela:

“As partes se sentem respeitadas e conseguem ter privacidade para relatar assuntos de sua intimidade. Como todo o atendimento e serviços relativos às questões de família são feitos em único local., tudo é providenciado de forma rápida e efetiva.” (Sarah Cianelli dos Anjos Bittencourt, funcionária do Cravi).

“Recebi o apoio que precisava. A gente pensa que está sozinha na vida para enfrentar os problemas, mas aí encontra um lugar onde pode encontrar ajuda.” (mulher que utilizou os serviços do Cravi).

“Aqui existe um diferencial em relação ao tratamento dos litígios mediante a tentativa de composição entre as partes para resoluções sem acirramento dos ânimos. As partes se sentem acolhidas e valorizadas.” (Eduardo Gonçalves de Salles, promotor de Justiça).

“O projeto da Casa da Família está dando certo. Houve uma evolução no trato com o jurisdicionado” (Ricardo Augusto Wiziack Zago, defensor público).

“Os magistrados daqui são muito presentes, atuantes, e trabalham em prol da conciliação. Providenciaram-se cursos de capacitação, o que tornou a equipe muito eficiente e competente.” (Lilian de Santa Cruz, conciliadora e mediadora).

Para a juíza Vanessa Aufiero da Rocha, a ideia da Casa da Família pode se replicada em outras comarcas. Como diz o poeta, cita a magistrada, “se você quiser borboletas, não corra atrás delas, construa um belo jardim e elas virão até você. Após a criação da Casa da Família, as pessoas se aproximam para somar ideias e iniciativas.”

A Casa da Família fica na Avenida Antônio Emmerick, 1416, Vila São Jorge, São Vicente.

Link curto: http://bit.ly/2a09Kni