Núcleo de Mediação da OAB-PI funciona em fase experimental

Fonte: Capital Teresina – http://goo.gl/QtnLgn

Já está em funcionamento experimental o Núcleo de Mediação e Arbitragem da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Piauí. Durante todo o mês de novembro, acontecerá todo o treinamento e aperfeiçoamento das ferramentas de trabalho para atender à sociedade de modo geral.

O Núcleo está implantado no Centro Cultural da OAB-PI e funcionará como um mecanismo para a resolução de conflitos, com métodos alternativos e práticos, permitindo o alcance da pacificação social com a mínima interferência do Estado. Através de uma parceria com o Tribunal de Justiça do Piauí, os conflitos solucionados serão homologados pela justiça estadual.

O diretor geral da Câmara, Ivo Leitão, explica que um software específico está sendo desenvolvido, e até dezembro estará totalmente concluso e em funcionamento. “Nossa intenção é fazer a implantação da equipe operacional em novembro e até o fim do mês realizar a primeira audiência na Câmara”.

A primeira equipe será composta por três árbitros e três mediadores provisórios, nomeados pela OAB-PI, mecanismo instituído através de resolução. Logo após, será publicado edital onde os advogados poderão se inscrever para a função. “Teremos uma equipe com seis pessoas, entre gerente geral, de relação institucional, secretário geral, digitador e estagiário”, explicou Ivo Leitão.

O presidente da OAB-PI, Willian Guimarães, defende a ideia da implantação do Núcleo para a resolução de conflitos, tendo em vista a crescente demanda do Poder Judiciário. “Ainda temos a cultura do litígio judicial para a resolução dos conflitos, por isso resolvemos implantar um Núcleo para que possamos colaborar dando vazão aos processos por meio da mediação”, disse.

Atualmente, a OAB-PI conta com um curso presencial de Mediação e Arbitragem, promovido pela Escola Superior de Advocacia do Piauí (ESA-Piauí), no qual os profissionais aprendem técnicas de resolução de conflitos. O curso visa à capacitação dos mediadores, que se valendo de técnicas específicas atuarão como intermediadores entre as partes na busca de uma solução consensual do problema, auxiliando no acesso à justiça, proporcionando a resolução de conflitos e fomentando a política de mediação.

Segundo Guimarães, o trabalho desenvolvido no local será de muita relevância, pois além de proporcionar experiências que serão diferenciais na formação do profissional de Direito, a Instituição estará mais uma vez cumprindo seu papel social.

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